terça-feira, 3 de maio de 2016

Capitu #BelaRecatadaedoLar

03/05/16
Coluna: LiteraManifesto
Autor: Alex Gilson



“Vamos pegar a condução, voltar pra casa e namorar... Vamos dançar no meu portão,
prometo vou me comportar.Eu vou deixar você dormir até você se acordar, vou preparar
o seu jantar e ser a dona do seu lar”

Trecho da música ‘Do Lar’, Lia Sophia


Bela, recatada e do lar. Assim que a revista Veja de São Paulo adjetivou a mulher do vice
presidente Michel Temer. O teor do texto publicado pela mesma nos mostra a típica
‘dona do lar’, aquela mulher recatada, submissa e que apenas acata as ordens de seu
‘homem’. Isso gerou uma explosão de críticas na Internet e também a hashtag que intitula esse texto.

 "Capitu era mais mulher do que eu homem."

Dom Casmurro

Capitu é uma personagem secundária (coadjuvante) da Obra Dom Casmurro. Escrita por
Machado de Assim, talvez seja a personagem mais forte das obras machadianas. Uma
mulher forte e astuta, a frente de seu tempo. O fato intrigante que a torna tão popular é
um possível adultério apontando por seu marido e personagem principal da obra, Bento
(ou Betinho).

O enredo da história é todo contado pelo ponto de vista de Bento, ou seja, é muito mais
plausível que pensem na existência desse possível adultério. Além disso, Capitu não era a
típica mulher do lar. Bento estava prometido ao seminário por meio de uma promessa
feita por sua mãe. Ele iria se torna padre, mas ela conseguiu articular e convencer a mãe
de Bento a ‘quebra’ sua promessa e casar-se com ele.

Eles tiveram certas dificuldades para terem filhos. Até que finalmente, eles conseguem ter
um filho, mas aos olhos de Bento a criança tinha feições de seu melhor amigo e aquela
criança não era sua. Capitu já preverá que seu romance com Bento não daria mais certo,
então partiu com o filho para a Europa.

Ficou claro que por Capitu não ter as características de mulher recatada, automaticamente
à ela foi atribuída juízo de valor. Tanto que na própria obra, ela é descrita como cigana de
olhos oblíquos e dissimulada. Comparando com outra personagem, por exemplo, Luiza
de O primo Basílio, do Eça de Queiroz. Ela era a senhora da moral e dos bons costumes,
esposa exemplar. Traiu o marido com o próprio primo, mas como ela a senhora dos bons
costumes, ninguém a questionou, pois ela era Bela, recatada e do lar.

Por se tratar de Machado de Assim, o grande escritor realista que foi... É possível que
possa ter ocorrido essa traição. Entretanto, acredito que não ocorreu, defendo que é
apenas uma crítica ao casamento, pois escritores realistas acreditavam no casamento
como uma instituição falida. Estudiosos da área das letras até hoje estudam esse possível
adultério, inclusive em 2009 uma estudiosa defendeu a tese que Capitu nunca traiu Bento,
mas infelizmente voltou a dizer Capitu não se enquadra nos padrões de bela, recatada e do lar.




Imagens:

sw.fanpop.com
meuepilogo.com

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Colégios Estaduais ocupados no Grande Méier farão passeata na Rua Dias da Cruz

Felipe Migliani
felipemigliani@yahoo.com.br





Os alunos das escolas ocupadas da região do Grande Méier farão uma manifestação na próxima quarta-feira (04/05) de manha na principal via do bairro, a Rua Dias da Cruz. A concentração acontecerá na Praça Agripino Grieco (conhecia como “Praça do Méier”) às 08:00 horas. Da praça, os alunos seguirão em trajeto pela Rua Dias da Cruz.

Na quarta-feira passada (27/04), houve uma reunião no auditório do Colégio Estadual Visconde de Cairu do comando #OcupaTudo com 35 escolas de diversas regiões do Rio, onde foi definido um ato em várias áreas do estado. O 1° Ato das Escolas Ocupadas do Grande Méier está sendo organizado pelas próprias escolas estaduais ocupadas na região, algumas como C.E. Antonio Houaiss, C.E. Central do Brasil, C.E. Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto, C.E. Paulo Freire, C.E. Visconde de Cairu etc.

“O ato é muito necessário, pois precisamos ter outras formas de luta pra ganhar visibilidade. Não só ocupar as escolas. Mas também ocupar as ruas. Espero que essa manifestação lote.”, disse Pablo Miceli, um dos líderes do movimento #OcupaCairu. O Manifesto estará presente cobrindo o 1° Ato das Escolas Ocupadas do Grande Méier.



Visconde de Cairu completará 1 mês de ocupação 



O Cairu completará no dia do ato 1 mês de ocupação. A escola foi a 4° no estado e a 1° na região do Grande Méier a ser tomada. O colégio está com uma programação bem intensa, contendo 'aulões', debates sobre cinema, mutirões de limpeza, rodas de leitura e diversas atividades culturais. O Cairu recebeu em sua virada musical a visita de ilustres músico como Tico Santa Cruz, Clarice Falcão, Orquestra Voadora etc. 



Os alunos ainda encontram irregularidades no Cairu


Nos últimos dias, os alunos encontraram dezenas de caixas lacradas com o Novíssimo Aulete Dicionário da Língua Portuguesa, do lote de 2012, em uma das salas do colégio. A denúncia foi feita na página oficial Ocupa Cairu, no Facebook. Com a descoberta, os livros serão distribuídos para os alunos no fim da ocupação.




Imagem 1: Reprodução/Ocupa Cairu
Imagem 2: Reprodução/Ocupa Cairu
Imagem 3: Reprodução/Ocupa Cairu


domingo, 1 de maio de 2016

Uma Homenagem ao Ayrton

01/05/16
Coluna: Esporte Manifesto
Autor: Leandro Soares






 
O GP da Rússia de Fórmula 1 acontece hoje (01/05), sendo que a última vez que a categoria
realizou uma corrida nessa data foi 22 anos atrás, no GP de Ímola. Um feriado
comemorativo no mundo, porém marcado pela partida do maior piloto que já existiu.

Dessa tristeza surgiu um mito e seus valores são deixados como exemplo a ser seguido. Mesmo
após um pouco mais de duas décadas, Ayrton é lembrado por seus fãs ao redor do mundo
inteiro, pois a maior homenagem feita para alguém é manter suas memórias vivas pra
gerações futuras.


Devido a isso compartilho um texto escrito por mim quando contribuía para uma outra coluna,
no site Feedback Magazine. Um texto que não trata sobre o grande piloto no qual ele foi, mas
sim da pessoa que foi muito maior que o piloto.








Ayrton, um homem muito maior que o Senna


Há exatos 22 anos Ayrton Senna partiu, deixando uma legião de fãs órfãos. A dor da perda foi
inestimável, terminando a história de um piloto e começando a história de um mito.
Ainda que eu fosse uma criança inocente, sem a percepção do mundo, presenciar sua morte
foi o primeiro sentimento da dor de uma perda. Essa dor, com o tempo, transformou-se em
saudades.


Poderia escrever um texto para prestigiar o maior piloto de todos os tempos, com sua carreira
curta, porém meteórica, falando dos seus feitos e conquistas quase que impossíveis, sua superação, garra e muitos outros adjetivos que acompanham a carreira de Senna. Isso explica os números
expressivos como as suas 41 vitórias, 65 poles e 3 títulos mundiais.




Porém, hoje, 1º de Maio, ano do aniversário da sua partida do plano terrestre, prefiro
enaltecer não o piloto, e sim o Ayrton, pessoa humana que sempre se preocupou com o
próximo, principalmente, com as crianças. Preocupação tão grande que veio a surgir o instituto que leva seu nome, sendo o maior legado que ele poderia nos deixar.


Foi o piloto vencedor, o qual é lembrado pelos fãs em todo o mundo erguendo a bandeira do
Brasil. Mas surgiu o Ayrton, um homem muito maior que o piloto, sendo capaz de manter um
instituto sem fins lucrativos, tendo como sua marca uma maior contribuição nas arrecadações por
doações, ou participações de lucros na venda de produtos.



Mesmo após mais de 20 anos de sua morte a marca Senna supera a de muitos atletas
nacionais, ainda na ativa, ou que conseguiram terminar suas carreiras e permanecem no
mercado empresarial, como é o caso de Ronaldo (R9) e Neymar.


A marca Senna só fica atrás da marca Pelé, pois esse foi impulsionado com muitos
licenciamentos devido às Copas, tanto das Confederações, quanto da Copa do Mundo.
Essa questão de números financeiros é apenas ilustrativa, pois nada disso se equivale quando se
tem como registro um instituto que já ajudou mais de 11 milhões de crianças desde sua
fundação, atendendo atualmente 2 milhões de crianças ao ano, e mais de 400 mil professores
no aperfeiçoamento na estrutura e capacitação do ensino na profissão.





Obrigado por fazer minhas manhãs de domingos alegres, e provar que todas as conquistas e
glórias vêm através de muito esforço e dedicação. E, acima de tudo, todo o trabalho de sucesso
não se restringe somente nas corridas, e sim na vitória na vida. Por isso você foi muito além de
um esportista e, hoje, sua maior conquista é manter a esperança e apoiar a educação de
milhões de crianças e no suporte aos profissionais da área. Ficando uma lição para
governantes, que recentemente demonstram o menor interesse na formação do futuro do país.

Agradeço ao piloto por ser uma referência para milhões de pessoas, e o meu herói de infância,
mas também ao Ayrton, um homem com um sonho, que conseguiu transformar em realidade.

Vencer faz um campeão, mas cuidar faz um herói.

Valeu Ayrton!!!




Imagens:

Instituto Ayrton Senna.
Wikipedia.
www.sennafiles.com
Secretaria de Educação do Estado de Rondônia.
carplace.uol.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Negro e afeminado, Liniker é a nova voz da MPB


29/04/16
Coluna: Ultima Nota
Autor(a): Jean Pierry Leonardo


Com apenas 20 anos, Liniker, o jovem cantor e compositor de Araraquara, no interior de São Paulo, vem alçando vôos cada vez maiores desde o lançamento de “Cru”, seu primeiro EP, em outubro passado.

Com uma voz rouca e potente, Liniker – nome de um famoso jogador britânico que brilhou em uma Copa do Mundo, anos antes do artista nascer – impressiona pela personalidade e pela naturalidade ao cantar. De família de músicos, ela bebe da fonte mais pura da Black Music e da Soul Music, assumindo com muito orgulho suas raízes afro. É difícil não contagiar-se pela sonoridade acústica, teatral e límpida das três músicas que compõem o EP: “Zero”, ‘’Caeu” e ‘’Louise du Brésil”. Aliás, orgulho é a palavra-chave de si. Quem já o conhece da internet, já está acostumado com o swing e beleza que é assisti-lo, mas para os  mais desavisados, não estranhe nada daquilo que assistir.


“Sou negro, pobre e gay e tenho potência também”, são suas sinceras palavras. E é muito bonito ver como Liniker quebra e rompe barreiras do politicamente correto, fazendo de seu corpo tão teatralizado (ele é ator de uma companhia de Santo André, em SP) um instrumento de luta. Brincos, batom, saias, turbantes, colares e muita feminilidade fazem parte de seu dia a dia, desde o despertar de sua sexualidade. Essas características dão ainda um toque todo especial em seu lado artístico, pois quem à primeira vista olha e o julga apenas pelo que veste, “morde a língua” quando o ouve cantar. Outro ponto alto de seu trabalho diz respeito a sua banda “Liniker e os Caramelos”, formado por ótimos músicos, também jovens, e com um trio de backing vocals maravilhosas. “Um dos meus maiores desejos como artista é: bote para fora quem você é, não tem problema”, diz ele.

Sem dúvidas, Liniker já afirma-se como um dos mais primorosos e promissores nomes da Música Popular Brasileira (MPB), com uma unicidade que, talvez, desde Ney Matogrosso não víamos. Num momento tão opressor e complicado social e politicamente falando, o jovem surge como uma voz de esperança e simbolismo para milhares de outros jovens negros, gays e periféricos, que agora podem vislumbrar chegar onde ele está chegando, sem medo ou culpa daquilo que é. Num gênero musical que por muito tempo padeceu de novos artistas, numa natural evolução musical – infelizmente nosso(a) Caetano, Chico, Gal, Bethânia e etc não são eternos – Liniker é um sopro de novidade e resistência também, somando-se a outros tão bons e performáticos cantores como ele, casos de Felipe Catto e Jhoony Hooker, por exemplo.



Portanto, assim como Liniker, dispa-se de seus preconceitos ou resistências, e descubra novas possibilidades musicais. Sua intenção não é desmoralizar a “tradicional família brasileira” com seu jeito de ser, afinal ‘’o corpo é meu. Eu que tenho liberdade sobre ele. Se tenho minha inteireza, por que você quer colocar seu bedelho em mim? Quem é você para ditar regras que eu tenho que seguir? Cada um é cada um, cada corpo é uma história’’.

Imagens: 
1 - Lilo Clareto 
2 - Leila Penteado/Divulgação 


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Manifesto Futebol Clube apresenta Andrey


28/04/16
Coluna: Manifesto Futebol Clube
Autor(a): Fabio Rodrigues


Dentro do mundo da bola existem atletas que acabam criando uma relação, um elo com o clube desde bem jovem. Este é o caso do Andrey Ramos do Nascimento – nascido em 15 de fevereiro de 1998 –, criado no bairro de Olaria, aos 5 anos já demonstrava seu talento no Vasco da Gama. Passou por todas as categorias de base do cruzmaltino tanto no futsal – por onde jogou pelo Social, e no campo. Em 2015, com idade de juvenil subiu para os juniores. Nesse ano, foi promovido ao time principal pelo técnico Jorginho.

Confira o bate-papo exclusivo que o MFC teve com o jogador:

MFC. Como foi a experiência de estudar no Colégio Vasco da Gama?

Foi muito importante para mim até pelas viagens que eu tinha pelo clube. Às vezes é difícil você estudar num colégio normal, e lá as professoras sempre nos ajudavam, passando uma matéria diferente. Era meio complicado estudar tendo muitas viagens com clube, então estudar no Vasco foi uma experiência incrível, aprendi muito, graças a Deus. 

MFC. Como está sua ansiedade para fazer sua estreia pelo profissional?

Estou ansioso, não vou falar que não porque estou. Mas, sei que no momento certo, na hora certa irei receber minha oportunidade. Trabalho muito para isso, pra quando receber, aproveitar a chance que o “professor” vai me dar.

MFC. Provavelmente você admira alguém dentro do elenco. Como é esse contato?

Admiro muito o Andrezinho, pela humildade, simplicidade e pelo futebol que ele vem jogando no Vasco. Sendo assim, aqui dentro sempre falo com ele, aprendo. Com o Marcelo Mattos e o Nenê também, sempre escuto as histórias deles pra pegar experiência, e melhorar sempre. Eles são muito experientes, e eu aprendo muito com eles. O contato com eles é excelente, são gente boa, tratam todos da mesma forma.

MFC. Em quem você se inspira?

Hoje em dia, eu me inspiro no Messi. Ele é um jogador espetacular, faz tempo que ele joga um grande futebol. Para mim, ele é o melhor do mundo, e me inspiro sempre no melhor.

MFC.Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?

Foi quando eu fui campeão sul-americano sub-17 com a seleção brasileira. Ali foi muito gratificante, era um sonho meu desde pequeno jogar pelo Brasil, e ganhar um título tão importante. Ser campeão da Taça Guanabara, meu primeiro título pelo profissional. Esses dois foram os momentos mais marcantes da minha carreira.

MFC. Quais foram suas dificuldades no futebol?

Já passei por muitas dificuldades no futebol. Por exemplo, não ter dinheiro para ir pro treino ou então as contusões que todos jogadores têm. Isso foi muito complicado para mim, as maiores dificuldades que passei. Às vezes sem ter dinheiro ou o que comer, ou dinheiro da passagem por alguma para comer.

MFC.Quais são seus planos dentro e fora do futebol?

Dentro de campo é fazer história no Vasco. Construir uma história aqui, fazer um nome no Vasco por tudo o que o clube fez por mim, ganhar títulos como a Libertadores. Mais pra frente, ter uma carreira internacional e jogar por clubes de fora. Fora de campo, dar um futuro melhor para minha família e para todos que me ajudaram. Ter uma vida estável e dar uma estabilidade para minha família.

MFC. Quais foram suas principais conquistas coletivamente e individualmente?

Minhas principais conquistas foram os títulos que ganhei com a seleção brasileira. Com o Vasco, todos os campeonatos cariocas sub-15, sub-17, agora a Taça Guanabara como profissional. Uma individual foi ter disputado a Copa do Mundo sub-17 pelo Brasil.

MFC. Como foi a experiência no Mundial sub-17 com a seleção brasileira?

Foi incrível, um momento marcante na minha vida. Uma Copa do Mundo com 17 anos apenas foi uma experiência espetacular. Cresci muito, aprendi muito lá. Mesmo não saindo com o título, saí de lá muito melhor como pessoa, como atleta também, fiquei mais experiente. Foi gratificante vestir a camisa da seleção no Mundial, muito importante pra mim, pra minha vida e pra minha carreira.



MFC. Você tem o desejo de se tornar ídolo do Vasco?

Sim, é um sonho. Quero muito fazer história dentro do Vasco, quero ganhar títulos importantes para poder me tornar ídolo. É o clube que está me projetando, que me deu a oportunidade, o clube no qual eu fui criado. Estou há muito tempo no Vasco, então é um clube que quero fazer história.

MFC. O futebol já melhorou sua vida?

Sim, o futebol já melhorou minha vida em muita coisa. Posso melhorar mil vezes mais, mas já melhorou bastante minha vida, financeiramente e em um todo.

MFC. Um recado para torcida vascaína.

Fala, nação vascaína! Espero ganhar muitos títulos com vocês, espero crescer muito aqui no Vasco e me tornar ídolo. Um grande abraço, saudações vascaínas!

*A entrevista foi concedida antes da partida contra o Remo

Andrey vinha convivendo com a ansiedade pela estreia no profissional. Ontem, na Copa do Brasil contra o Remo, o jogador de apenas 18 anos fez sua primeira participação no time principal. Entrou aos 29 minutos da etapa complementar no lugar de Evander. “Foi uma emoção incrível, uma coisa em que eu trabalhei muito para acontecer, estrear dentro de São Januário, da colina histórica e em um clube que eu amo. Foi incrível, não tem palavras que possam descrever", concluiu o jogador.

Imagem: Globoesporte.com/ Vasco.com.br