sexta-feira, 27 de junho de 2014

RECADO RÁPIDO: O Brasil visto pela Imprensa internacional


   A imprensa internacional que antes temia a copa do mundo sediada no Brasil agora a elogia. Com um cenário um tanto caótico com greves, manifestações populares e atrasos nas construções de estádios, a copa tinha tudo para ser um desastre catastrófico.

   Passadas duas semanas a imprensa demonstra mudança de opinião em relação à copa. Em matéria com o título "Não era para tanto", os espanhóis afirmam que os transportes funcionam, citando que o metrô de São Paulo está melhor que antes da greve que afetou o serviço nas vésperas do Mundial. O periódico elogia o serviço dos aeroportos, diz que os jogos começam pontualmente e afirma que as ruas estão lotadas de "torcedores felizes".

   Já o jornal francês fala em "milagre brasileiro". O diário destaca que a "teia de temores" não se concretizou em relação à organização do Mundial e diz que o evento vem sendo tocado à moda brasileira: desordenado e simpático, mas acolhedor e sem preocupação.

   O jornalista português António Esteves, da rede RTP, comparou a Copa do Brasil à Eurocopa de 2004, sediada por Portugal. Segundo ele, o evento teve início sob dúvidas, mas deixou um grande legado.

   Opinião:

   A copa do mundo de 2014 colocou o Brasil no centro das atenções do planeta, indo dos que odeiam até aqueles que idolatram a nação. Com a fama de ser um país onde a criminalidade reina e o sexo é um dos pontos turísticos, o Brasil chamou atenção de curiosos, que vieram de suas terras natais para ver de perto o Brasil. O “Brasil” estrelado e difamado em filmes como Turistas.

   Mas a culpa dessa má imagem que os estrangeiros têm do Brasil seria de quem? Seria dos filmes produzidos que mostram o Brasil como centro de criminalidade? Não, a culpa não é dos filmes e sim do que se mais tem no Brasil: Os brasileiros.

   Com uma cultura rica com poetas, músicos, atores, escritores, entre outros. O Brasil apresentado mundo afora aparenta ter uma cultura pobre, sem conteúdo, superficial. Intitulado inúmeras vezes como “O país do futebol”. Parece que o Brasil vive numa intensa festa, com o maior carnaval do mundo, o Brasil é lembrado constantemente por suas mulheres bonitas e como capital mundial do sexo fácil. Além de tudo isso, a pintura feita do nosso país feita para os estrangeiros pelos brasileiros é concluída com violência, serviços públicos que não funcionam, falta de educação e a assinatura na tela da obra pintada: A corrupção.


   Qualquer criança sabe que para corrigir uma palavra escrita errada, um desenho feito de forma errada, torna-se necessário usar o corretivo. Assim sendo, torna-se fundamental ter a noção que no quadro em que o Brasil se encontra um corretivo não se torna necessária e sim indispensável. Apagar as mazelas e pintar novamente a história do Brasil é algo que todos devíamos ter como lei para manter a ordem e o progresso.

sábado, 14 de junho de 2014

Algumas obervações sobre o discurso de Dilma Rousseff sobre a copa


  Veiculado no último dia 10/06/14 o discurso de Dilma Rouseff a respeito da copa que se iniciaria em dois dias gerou muitas polêmicas e controvérsias entre os brasileiros.

  Em aproximadamente 10 minutos Dilma proferiu sua opinião acerca da recepção dos estrangeiros no Brasil, do pessimismo de alguns em relação à realização da copa, da infraestrutura de segurança e do sistema de comunicação e transmissão. Dilma também enfatizou que a copa apressou obras e serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC.

  Em um dos momentos Dilma respondeu as críticas de que a copa estava sendo feita para os estrangeiros. Dizendo que tudo o que foi feito para a copa tem como prioridade os brasileiros, pois, os estrangeiros não levarão absolutamente nada do que foi construído em suas malas.

  Em outro momento, que, diga-se de passagem, foi o melhor momento do discurso, Dilma rebate as críticas aos gastos da copa. Dilma disse que não concorda com o posicionamento de muitos que alegam que os recursos da copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. E tachou esse discurso de um “falso dilema”. E para comprovar sua tese Dilma comparou o investimento da copa com o investimento na educação e saúde. Sendo investidos, segundo a presidenta 8 bilhões na copa contra 1 trilhão e 700 bilhões na educação e saúde no mesmo período de tempo.

  Segundo palavras de Dilma “As contas da copa estão sendo analisadas, minuciosamente, pelos órgãos de fiscalização. Se ficar provada qualquer irregularidade os responsáveis serão punidos com o máximo rigor”.

  Dilma ainda comparou o Brasil de 1950 que recebera a primeira copa do mundo ao Brasil de hoje. Enfatizando o fato de sermos a 7ª economia do planeta e ao finalizar o discurso proferiu as seguintes palavras para a seleção brasileira: “A seleção brasileira representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo”.

  O discurso de Dilma deixa no ar a sensação de que as palavras foram previamente preparadas para a maioria dos brasileiros desavisados se iludirem pelo calor da emoção com a copa do mundo, num período bem próximo as eleições presidenciais a copa venho bem a calhar.

  Entre inúmeras incoerências citadas acima cito as três que mais me alarmaram. Sendo elas:

  O dito 8 bilhões investidos na copa, que sabemos ser uma mentira deslavada, pois, os gastos com a copa de 2014 foram bem mais caros que as anteriores chegando a aproximadamente 26 bilhões de reais, sendo que 83% dos gastos saíram dos cofres públicos.

  Em contra partida a segunda incoerência do discurso foi quando Dilma alega que foram investidos na saúde e educação 1 trilhão e 700 bilhões no período da copa. Chega a ser estranho um número tão alto, tendo em vista a precariedade dos serviços públicos mencionados.

  E por último cito não só uma incoerência que observei e sim uma falta de respeito ao dizer que “A seleção brasileira representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo”, ou seja, acima do bem e do mal e acima de todos brasileiros.

  
  A pergunta que fica é: Até quando Brasil terá empurrado a goela abaixo tanta mentira e falta de respeito contra nós mesmos. As eleições vêm aí. É tempo de inovar Brasil. E mudar não dito por Dilma falso dilema e sim o falso discurso.

Críticas a Claúdia Leitte mostram uma implicância descabida


  Uma das maiores críticas a cerimônia de abertura da copa foi a cantora Claúdia Leite. Criticada inclusive pela atriz Maitê Proença: "Achei Horrível".

  No momento em que Claúdia se agachava dançando como fazem inúmeros brasileiros ao dançarem funk, alguns chegaram a ficar envergonhados e viram sem necessidade a "descidinha" de Claúdia.

  No entanto, ao ver e rever inúmeras vezes o videoclip oficial da copa do mundo no Brasil me deparei com a imagem de não só Claúdia mas também Jennifer Lopez se agachando ao som "We Are one (Ole Ola)".



Pai vai buscar filho em protesto de black blocs em São Paulo




  De todos os acontecimentos dessa última quinta-feira (12) o que mais chamou a atenção foi o diálogo entre um jovem que fazia parte da manifestação identificado como Renan e seu pai.

  O pai que foi buscar o filho em Tatuapé na Zona leste de São Paulo enquanto o mesmo participava de um protesto de black blocs.

  O Diálogo mostra os argumentos do pai, que insiste em convencer o jovem a deixar aquela manifestação e regressar para casa e do filho, que dizia protestar por boas causas.

  - Deixa eu protestar. Eu não quero isso. Esse governo é errado - dizia o rapaz.

  - Você vai ter o seu direito quando trabalhar e ganhar o seu dinheiro, tá? Eu sou seu pai, escuta o seu pai - falou o pai logo na chegada. - Ele é meu filho - argumentava o pai, retirando o filho, entre os manifestantes.

  O pai tirou a camiseta do rosto do filho, dizendo “ você não é criado para isso. Eu trabalho para te sustentar, não é para você esconder a cara”.

  - Eu quero escola, eu quero saúde. Deixa eu protestar. Minha avó quase morreu num hospital público. Você acha certo isso? Pelo amor de Deus, deixa eu correr atrás. Tanta gente morrendo. Deixa eu fazer a minha parte, ajudar um pouco. Eu sei que eu tenho 16 anos. Eu não vou me machucar, relaxa.

  - Eu pago a sua escola. Eu e sua mãe trabalhamos para te sustentar. Vamos para casa, por favor, Renan. Você não vai mudar o mundo. Meu filho, você tem 16 anos, não é a hora agora. Eu te amo, cara. Você é meu filho. Eu estou pedindo demais? Renan, um passo de cada vez - implorava o pai, na presença de câmeras da imprensa.

  No fim, ele foi convencido a ir para casa. Esse diálogo levanta a grande discussão até onde as manifestações são um ato de cidadania? 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PM abre inquérito sobre policial que jogou spray de pimenta em detido



  Durante manifestações ocorridas antes da abertura da copa do mundo em São Paulo, houve prisões. Ao todo foram cinco pessoas presas em flagrante.  Em um dos casos, um rapaz já estava totalmente dominado quando um PM jogou spray de pimenta nos olhos dele.

  “Não havia necessidade de fazer isso. O inquérito vai identificar quem é o policial”, disse o comandante da PM, coronel Roberto Meira. Mais de 30 pessoas foram detidas em outros protestos.

  O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta sexta (13) a ação da PM. "A polícia evitou situações mais graves porque nós estávamos na abertura da Copa do Mundo, 60 mil pessoas indo para o estádio, muita gente na rua para acompanhar a festa. Houve uma tentativa de fechamento da [Avenida] Radial Leste. A polícia teve que agir”.

  De certa forma a polícia agiu da forma correta. Ninguém em plena manifestação iria respeitar um policial brando, porém o exagero é nítido. Como no exemplo acima do rapaz que estava totalmente dominado não havia necessidade de um spray de pimenta ser jogado em seus olhos.

  Durante o conflito entre cerca 20 manifestantes e os policiais, alguns jornalistas chegaram a ficar feridos, incluindo duas profissionais da rede americana CNN. Elas passam bem. Segundo a Polícia Militar, a capital paulista registrou quatro pontos de manifestação na tarde desta quinta-feira, sendo três deles na Zona Leste de São Paulo.

  O comando da Polícia Militar abriu um inquérito para apurar se houve excesso por parte dos policiais.