O empresário Eike Batista foi denunciado por manipulação de
mercado e uso indevido de informação privilegiada no caso da petroleira OGX
(atual Óleo e Gás Participações). A denúncia partiu do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro
(MPF/RJ).
Se considerado culpado, ele pode ser condenado em até 13
anos de reclusão, segundo a assessoria do MPF. A justiça Federal ainda não
pronunciou se vai ou não abrir processo contra o empresário.
Considerando a indenização de possíveis prejuízos o MPF pede
também aresto, isto é, bloqueio de bens. Sendo, casas, apartamentos, carros,
barcos e aeronaves, os possíveis bens bloqueados, que somados chegam até R$ 1,5
bilhão. Os bens doados aos seus filhos, Thor e Olin, e para a mulher, Flávia
Sampaio, também podem ser bloqueados.
As doações foram feitas "após a data dos delitos
cometidos" e constituem uma "manobra fraudulenta", segundo os
promotores.
O advogado Sérgio Bermudes, que representa o empresário,
disse ao portal de notícias UOL, que ainda não recebeu a denúncia, mas o pedido
de bloqueio de bens é "incabível".
A informação foi divulgada neste sábado (13) e a denúncia
completa pode ser verificada no site do MPF
