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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dominante, Hamilton vence o GP da Itália e consegue sua 40ª vitória na categoria

11/09/15
Coluna: PitStop  Autor: Leandro Soares



Absoluto nas pistas, Lewis Hamilton desbancou todos os seus adversários para conquistar mais uma vitória na temporada 2015. No entanto a comemoração apenas veio três horas depois da bandeira quadriculada.

Cada vez fica mais evidente o tricampeonato de Hamilton na Fórmula 1, com sobras e correndo de ponta a ponta Hamilton venceu mais uma corrida, a 40ª vitória de sua carreira, sem dar chances para os seus adversários. Enquanto o inglês sobrava na pista de Monza, os adversários no pelotão de trás tiveram boas disputas. Vettel não teve muito trabalho e não foi incomodado em nenhum momento da corrida, para termina a prova em segundo lugar. Seu companheiro de equipe Kimi Räikkönen, que largara em segundo lugar, teve problemas na largada e caiu para última posição, fazendo uma bela corrida de recuperação, conseguido ainda termina em quinto lugar.

A corrida teve emoção até o final, após o abandono de Rosberg faltando duas voltas para o final, a dupla de pilotos da equipe Williams, travaram um duelo até o último metro, e Felipe Massa conseguiu aguentar a pressão de seu companheiro Bottas, sustentando a terceira posição e comprovando sua evolução na temporada. Desta forma Massa conseguiu subir mais uma vez ao pódio nessa temporada, sendo aplaudido por toda a equipe, e pelos tiffosis que acompanharam o grande prêmio da Itália, neste último domingo.

No entanto o que se chamou mais atenção veio a ser a irregularidade vinda dos carros da Mercedes, quase custando a vitória de Hamilton. A mensagem pelo rádio no final da prova, quando a equipe de Lewis ordenou que ele aumentasse o ritmo de corrida, deixou todos confusos. No início se imaginava que era para ajudar Rosberg, que vinha enfrentando problemas no motor, e precisa encerrar a corrida o quanto antes. Ajuda que não veio a ser concluída devido à quebra do motor do piloto alemão.

Porém a razão pela decisão de fazer Hamilton andar rápido novamente, veio pelo temor de uma punição no final da prova, com um possível acréscimo de tempo, era necessário que ele aumentasse a sua vantagem que no momento da ordem de equipe, o líder tinha 20s de vantagem para Vettel. No final da corrida essa vantagem foi para 25s, só que o temor poderia ser a desclassificação do piloto britânico, pelo fato que o pneu traseiro esquerdo estava com a pressão mais baixa do que o recomendado pela fabricante de pneus (Pirelle). A fabricante de pneus orientava as equipes a calibrar os pneus com pressão acima de 19.5 psi, situação que os dois carros da Mercedes não cumpriram.

Como Rosberg não terminou a prova, toda atenção foi voltada para o carro 44 de Lewis. Mais cedo na corrida da GP2, dois carros foram desclassificados pela FIA, por infringir a recomendação da calibragem da Pirelli. Sobre a mesma infração que envolveria Hamilton, a FIA surpreendeu com sua decisão em não punir o piloto inglês, além de advertir a Pirelli para deixar claro a questão sobre a calibragem no regulamento.

O que não se entende é que como dois episódios parecidos que aconteceram no mesmo dia, puderam ter resultados diferentes pela mesma entidade. Se a regra é clara para desclassificar o piloto por infringir o regulamento, tem que se valer para todos. Isso mostra como a FIA tem uma organização de várzea, com requinte internacional.

Lewis Hamilton não tem culpa pela bagunça que a entidade proporciona com sua falta de organização, prejudicando somente o esporte. Na pista o inglês foi merecedor pela vitória de forma absoluta, mas se existiu uma irregularidade tem que haver punição, seja para quem for.

Após a decisão controversa da FIA, Hamilton encaminha a passos largos rumo ao tricampeonato, independente do resultado obtido no último final de semana, no qual ele ampliou sua vantagem com mais 25 pontos, enquanto seu adversário direto não pontuou. O moribundo Nico Rosbergcontinua sendo o principal adversário pela briga do título de 2015, porém a forma de como ele conduzindo de forma apática durante toda a temporada, fica mais evidente que a temporada 2015 já tem um vencedor.

Justificativa fica sendo a forma como Rosberg se comportou no GP da Itália, mesmo tendo mais carro que seus adversários, ele foi incapaz de atacar dentro na pista ValtteriBottas,que possui um carro inferior ao seu, no momento em que o finlandês estava na sua frente.

Se é difícil para Nico Rosberg superar carros mais fracos dentro da pista, imagina retirar uma diferença de 53 pontos que separa o primeiro para o segundo colocado no campeonato.

Lewis Hamilton continua na liderança com 252 pontos, em segundo vem Nico Rosberg com 199 pontos, em terceiro está Sebastian Vettel com 178 pontos e o brasileiro Felipe Massa se encontra na quarta posição com 97 pontos.


A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, com o Grande Prêmio de Cingapura, no circuito de Marina Bay, entre os dias 18 a 20/09.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Surpresas, frustrações e emoções foram os ingredientes do GP da Bélgica

25/08/15
Coluna: Pit Stop   Autor: Leandro Soares



Após as férias de verão, a Formula Um voltou com tudo no GP da Bélgica, dominado por mais uma vez pela soberania da equipe Mercedes, fazendo a dobradinha com sua dupla de pilotos. Destaque maior ficou para o inglês Lewis Hamilton, que dominou todo o final de semana, principalmente na corrida, não dando qualquer chance ao seu companheiro de equipe, Nico Rosberg.



A corrida foi bem emocionante, tendo muitas disputas de posições, já esperada pelo veloz circuito deSpa-Francorchamps, que proporciona vários pontos de ultrapassagens. Surpresas com bons desempenhos da Lotus e Red Bull, além da confusão gerada com a nova regra de largada, onde a FIA proibiu o auxílio do engenheiro do piloto, na hora de ajustar a configuração do carro antes da largada. Resultado, vários pilotos perderam posições por se complicarem na largada, e outros sendo beneficiados, como foi o caso Pérez, que saiu de quarto para ser o segundo colocado. Já Rosberg foi um dos pilotos que se atrapalhou, e de segundo caiu para quinto.

Com a exceção de Lewis Hamilton que jamais teve sua vitória ameaçada durante a corrida, as disputas pelas segunda e terceira posições foi animadora, entre Pérez, Ricciardo, Rosberg e Vettel. Enquanto isso, os brasileiros não tiveram grandes destaque durante a corrida, Felipe Nars largou no fim do pelotão e fez uma prova bem discreta, terminando em 11º lugar. Já Felipe Massa teve um início de prova abaixo do esperado, decepcionando a todos que esperavam uma Williams mais competitiva, por disputar uma prova em uma pista de alta velocidade, onde as características do circuito eram favoráveis para o seu bólio.

Além do fraco desempenho durante a competição, a Williams protagonizou uma situação para lá de inusitada na categoria, ao colocar um pneu errado no carro de Valtteri Bottas, fazendo ele correr com três pneus macios e um pneu médio. Essa trapalhada custou caro para o finlandês, que teve sua corrida arruinada por mais um erro da equipe de Grove, fazendo pagar por uma punição e tendo sua corrida arruinada pela disputa do pódio.

Daniel Ricciardo demonstrava a reação da equipe dos energéticos, por andar forte e brigando pelo pódio, mas teve um problema no câmbio e foi obrigado abandonar no momento em que estava em terceiro. No fim a disputava da terceira posição ficava entre Vettel e o surpreendente Romain Grosjean. Mesmo não tendo como disputar pela vitória na corrida belga, Sebastian Vettel realizava uma corrida brilhante, chegando a fazer a volta mais rápida em dado momento eda corrida tendo condições reais de subir ao pódio, numa prova em que a equipe Ferrari completava o número 900 de Grandes Prêmios disputados.

Porém a festa aguardada pela equipe de Maranello, acabou se tornando em frustação. Com uma estratégia ousada de Vettel, arriscando em realizar apenas uma parada durante toda prova, o pneu traseiro direito não resistiu ao desgaste e estourou na última volta, presenteando o franco-suíço da Lotus, que herdou a terceira posição de Sebastian Vettel, conseguindo o seu primeiro pódio na temporada, algo que não acontecia desde o GP dos Estados Unidos de 2013.

Nervoso, após a corrida Vettel soltou o verbo contra a fabricante de pneus, cobrou explicações sobre o problema gerado, chegando a ironizar a situação.

"Espero explicações deles (Pirelli). Isso não é um furo, já tinha acontecido isso com Rosberg. Se tivesse acontecido 200 metros mais cedo, eu não estaria aqui falando sobre isso. Eu fui para fora da pista, Nico também. É estupidez dizer que isso é um furo. É uma explosão", cobrou duramente.

Com todos esses abandonos, Felipe Massa conseguiu ainda conquistar à sexta posição, terminando a corrida no lugar de onde ele largou. Como todos os seus adversários do campeonato também tiveram problemas, o sexto lugar deu ao brasileiro a quarta posição no mundial de pilotos. Massa também comentou que o resultado conquistado poderia ainda ser melhor, se não fosse pelo fraco desempenho apresentado pelo carro no início da prova.

"A gente acabou não conseguindo chegar mais para frente. Se as coisas funcionassem melhor no início da corrida, o pneu funcionasse melhor no começo da prova, o resultado poderia ser diferente. Sem dúvida, poderia ter feito uma vantagem um pouco melhor no campeonato, o pneu mole não funcionava, quando coloquei o pneu duro o carro virou outro", declarou o piloto da Williams à TV Globo.



No fim Lewis Hamilton passeou pelo circuito belga, conquistando de ponta a ponta mais uma vitória no campeonato, a 39ª vitória de sua carreira, ampliando ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato que agora é de 28 pontos para Nico Rosberg.

Após o término da 11ª etapa do mundial de Fórmula Um, o mundial de pilotos continua com Lewis Hamilton em primeiro com 227, seguido por Nico Rosberg com 199, e tendo Sebastian Vettel em terceiro com 160 pontos. Felipe Massa aparece na quarta posição, um pouco mais distante com 82 pontos, empatado com Kimi Räikkönen com os mesmos 82 pontos. Já Felipe Nars se encontra na 13ª posição com 16 pontos.


A Fórmula Um volta dentro de duas semanas com o Grande Prêmio da Itália, no veloz circuito de Monza, o mais rápido de todo calendário. Sendo realizado no dia 06/09 às 9h no horário de Brasília.

Imagens: Reprodução

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Do céu ao inferno, esse foi o resultado obtido pela Willians entre os GPs da Inglaterra e Hungria

07/08/15
Coluna: Pit Stop  Autor: Leandro Soares



Mesmo o resultado conquistado no Grande Prêmio da Inglaterra não ter sido o melhor da equipe Willians nessa temporada, o GP estabeleceu melhor corrida para Willians até aqui na temporada de 2015. O circuito veloz era perfeito para o desempenho do carro, as variáveis durante a corrida e erros da própria equipe contribuíram para um final decepcionante. Mas andar forte junto com a melhor equipe do campeonato deu uma nova vida ao time de Grove, assim como aos fãs da Fórmula 1.

Era de se esperar que o rendimento no GP da Hungria não seria tão animador para a equipe Willians, pois se tratava de um circuito travado, parecido com o circuito de Mônaco, corrida no qual a equipe Willians teve um péssimo desempenho. Mesmo com a lição dada no circuito monaquesco, Felipe Massa havia garantido que aquela atuação não se repetiria mais na competição. Porém, o circuito húngaro provou ao contrário ao brasileiro.

No mínimo, a equipe deveria entrar com a consciência de evitar o máximo de dano, que poderia ser provocado com a deficiência do carro, em circuitos travado com curvas de baixa velocidade, coletando alguma pontuação mesmo que mínima na corrida. Porém, o time inglês passou longe de pontuar, tendo sua dupla de pilotos em 12ª e 14ª posição.

ValtteriBottas ainda fazia uma corrida na media do possível para terminar na zona de pontuação, mas teve seu pneu furado entre uma disputa de posição, o que acabou arruinando sua corrida, fazendo o terminarem 14ª colocação.

Já Felipe Massa teve uma corrida para esquecer, começando pela punição antes mesmo da largada.  Ele posicionou seu carro fora da marcação do grid e não conseguiu, em momento algum, andar num ritmo competitivo, a ponto de admitir que o modelo FW37 tem problemas em circuitos de baixa velocidade – “Estávamos fortes na última vez em que lutamos pelo pódio e pelo primeiro lugar, então precisamos entender o que aconteceu porque teremos outro circuito lento, que é Cingapura”, disse o brasileiro.

E completou - “O ritmo foi muito ruim, e não sei a razão. Atrás do tráfego, com pneus médios, não consegui guiar a toda potência pela perda de aderência geral no carro. Então o melhor stint foi talvez o último, com os pneus macios, mas mesmo com eles eu não fui rápido”.

No entanto, nas próximas duas corridas, teremos dois circuitos do jeito que o carro da Willians gosta, Spa-Francorchamps e Monza. Os dois circuitos mais velozes da temporada, dando uma nova chance para que a dupla de pilotos da Willians possa reverter esse quadro desastroso apresentado no GP da Hungria, e não perde de vista a equipe Ferrari, na briga do mundial de construtores.

Imagem: Reprodução