terça-feira, 14 de junho de 2016

50 lugares

Marcos Furtado
marcosviniciusfurtadobr@gmail.com


Sábado à noite, música boa, muita diversão e beijo na boca. Essa é a melhor maneira de terminar as nossas vidas, num mundo casa vez mais a toa.

Vamos, vamos comigo. Prometo que essa balada não vai ter fim. A nossa festa será eterna com anjos e serafins.
 
 

Nessa vida aprendi a aguentar olhares de desprezo e intolerância, mas para onde vou sei que só terei bonança.

Olha, que irado! Os nossos nomes serão lembrados para sempre no dia dos namorados.

Vamos, vamos comigo. São 50 lugares reservados. E, como não poderia deixar de ser, o meu lugar será eternamente ficar ao seu lado.
 
 

Anda que já é meia-noite! Faltam duas horas para o começo do fim de nossas de dores.

Corre, pois a festa já começou. Eu não posso perder um minuto do espetáculo do amor. Amor de todas as formas, cores e jeitos. Amor pra dar e vender. Amor pra matar e morrer.

Segura na minha mão bem forte e não me deixa vacilar. Eles liberaram as armas, mas não nos deixaram amar.
 
 
Vamos, vamos comigo. Falta pouco tempo para que o mundo compartilhe de nosso sentimento.

Ouço gritos de desespero. Tiroteio, correria, choro e lamentos.

É chegada a hora do auge da ignorância, mas quem sabe, que juntamente conosco, morra também todo o tipo de intolerância.
 
Imagens:
1 - AFP Photo/Breandan Smialowski
2 - Gregg Newton/AFP/Getty Images
3 - Jonathan Capehart/The Washington Post
 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

É ajeitando com a mão que se enfia o Peru na CBF

Felipe Migliani
felipemigliani@yahoo.com.br



Vestir a camisa da seleção depois da goleada de 7x1 tem sido um grande peso para qualquer jogador convocado. Cada ano que se passa o Brasil dá um passo para trás. Na Copa América de 2015, a seleção foi eliminada nos pênaltis para o Paraguai. Nesta edição, a Centenária, a mais importante até então, a canarinho não passou da fase de grupos.

Jogadores do Peru comemoram um fato histórico.
(Foto: AFP PHOTO / Timothy A. Clary) 
A seleção não marcou um gol se quer contra Equador e Peru, duas seleções de baixa qualidade técnica e sem tradição no futebol. Não perdemos para os equatorianos porque a arbitragem estava ao nosso lado, algo que não aconteceu no jogo da eliminação. O goleiro Alisson, “queridinho” de Dunga, Gilmar, Taffarel e Cia, escapou de ter tomado uma frango histórico em um lance sem perigo onde a bola não saiu totalmente pela linha de fundo.

Uma seleção brasileira “engessada”, sem criatividade, sem ousadia e sem comando. Depois do gol do Peru, o Dunga ficou paralisado, sem saber o que fazer. O jogo terminou e ainda restavam duas alterações para serem feitas. Mas o pior foi ter escutado o Dunga falar na coletiva de imprensa que não fez alterações porque o time estava “encaixado”.

Reação do Dunga e Taffarel no término da partida.
(Foto: AFP PHOTO / Timothy A. Clary) 
O Brasil continua tendo os melhores jogadores do mundo. Analisando os times mais fortes do planeta, como Barcelona, Real Madrid, Bayern Munchen etc, possuem atletas brasileiros. O problema é o comando, tanto na comissão técnica como nos dirigentes e na presidência da entidade.

Dunga, sem dúvidas, foi um grande jogador. Três vezes eleito o melhor volante da copa (90, 94 e 98), capitão do tetra, inúmeros jogos e títulos pela seleção e pelos clubes por onde jogou. Mas jogador e treinador possuem funções completamente diferentes.

Na primeira vez que o Dunga assumiu a seleção ele não tinha nenhuma experiência profissional como técnico. Foi questionado. Mas se saiu bem, conquistando uma Copa América, Copa das Confederações e se classificando na primeira colocação para a Copa do Mundo de 2010.

Depois, teve uma curta passagem pelo Internacional, onde conquistou um Campeonato Gaucho, porém, saiu logo em seguida depois de ter brigado com a diretoria. Retornou a canarinho depois do vexame dos 7x1 com a missão de recuperar o futebol nacional. Mas é impossível um treinador sem criatividade e ousadia resgatar o jeito brasileiro de jogar.

O Dunga não está preparado para ser o técnico da seleção brasileira. Não tem a experiência necessária, muito menos currículo. A maioria dos treinadores começa treinando nas categorias de base ou em times de pequena expressão. Aos poucos vão subindo de nível e conquistando títulos. Isso não aconteceu com o nosso atual técnico.

Ricardo Texera e Marco Polo Del Nero
(Foto: Esporte.Estadao.com.br) 
Ou seja, a culpa maior é de quem contratou ele para ser o comandante da seleção brasileira. A CBF é composta por oportunistas que nunca chutaram uma bola na vida. Estes “profissionais”, em sua maioria, enriqueceram de forma ilícita se beneficiando do sistema. Como disse determinado dirigente “O futebol é um prostíbulo, não há espaços para freias”. 
O futebol brasileiro vai morrer aos poucos enquanto estes sanguessugas, como Coronel Nunes, Marco Paulo Del Nero, Ricardo Teixeira* e cia, continuarem fazendo a gestão do futebol brasileiro.

A arbitragem foi ruim e influenciou no resultado da partida. Não sejamos hipócritas, pois usufruirmos dela em diversas ocasiões, a última no jogo contra o Equador, como comentei no começo do texto. Na NBA, por exemplo, existe uma central de monitoramento das partidas. Sua função é rever os replays dos lances ao vivo para nenhum time sair prejudicado - melhorando a qualidade do espetáculo. Essa realidade está longe de acontecer no esporte mais popular do mundo, mais distante ainda nas terras tupiniquins.

Lambança da arbitragem causou tumulto na partida
(Foto: AFP PHOTO / Timothy A. Clary) 
Para finalizar: o Brasil não perdia para o Peru desde 1985. Já uma eliminação em primeira fase de Copa América não acontecia desde 1987. A única seleção que o Brasil conseguiu balançar as redes foi a do frágil Haiti. Por outro lado, eles só marcaram gol em uma seleção que já teve o futebol mais vistoso do mundo.



*Será que o Ricardo Texeira deixou realmente a CBF?!






FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 1 PERU

Local: Gillette Stadium, em Boston (Estados Unidos)
Data: 12 de junho de 2016, domingo
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (URU)
Assistentes: Nicolas Taran e Richard Trinidad (ambos do Uruguai)
Público:
Renda:

Cartões amarelos: Lucas Lima (Brasil)
Cartões vermelhos:

GOLS:

Peru: Ruidíaz, aos 29 minutos do segundo tempo


BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Miranda, Gil e Filipe Luís; Elias, Renato Augusto, Lucas Lima, Willian e Philippe Coutinho; Gabriel (Hulk)
Técnico: Dunga

PERU: Gallese; Aldo Corzo, Christian Ramos, Balbín (Yotún), Alberto Rodríguez e Trauco; Óscar Vílchez, Andy Polo e Cueva (Tapia); Édison Flores (Ruidíaz) e Paolo Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca


domingo, 12 de junho de 2016

Agentes do Méier Presente agridem alunos em passeata por melhorias na educação

Felipe Migliani
felipemigliani@yahoo.com.br




Os agentes da operação ‘Méier Presente’ agrediram os estudantes da passeata ‘Trancasso das escolas ocupadas do Grande Méier’ que aconteceu na última sexta-feira (10) na Rua Dias da Cruz, principal via da região. Os funcionários do Sistema Fecomércio RJ usaram spray de pimenta e reprimiram os alunos com socos, chutes e cotoveladas. Dois estudantes desmaiaram e mais de 15 foram levados para o Centro Municipal de Saúde Cesar Pernetta devido à intoxicação causada pelo spray.

Ato do Trancasso das Escolas do Grande Méier, realizada na última sexta (10).
(Foto: Ocupa Central)
A concentração do ato aconteceu às 16 horas na Praça Agripino Grieco. A passeata começou a percorrer a Dias da Cruz, no sentindo Engenho de Dentro, às 17 horas e 40 minutos.  O ato contava com aproximadamente 50 estudantes dos Colégios Estaduais Antônio Houaiss, Central do Brasil e Visconde de Cairu. Os alunos cantavam músicas e exibia cartazes de forma pacífica em protesto aos diversos problemas da educação estadual. 

Agente da Operação Méier Presente espirrando spray de pimenta
no rosto da estudante. (Foto: Ocupa Central)

Por volta das 18 horas, quando a manifestação chegou próxima a esquina com a Rua Ana Barbosa, os agentes da Operação Méier Presente agiram com truculência, violentando os estudantes. Dois alunos desmaiaram e mais de 15 foram intoxicados pelo spray utilizado pelos funcionários da Fecomércio RJ. Os alunos agredidos não receberam nenhum tipo de atendimento médico e foram levados pelos próprios colegas para o Centro Municipal de Saúde Cesar Pernetta, localizado na própria Ana Barbosa.

“Cheguei e tinha um grupo cantando animado quando do nada as pessoas começaram a se empurrar e comecei a sentir o cheiro (do spray). Todo mundo estava tossindo. Os agentes deram socos no rosto dos estudantes, um deles acertou um chute na costela de um garoto. Tinha alunos desmaiados, chorando e correndo dos agentes. Quando um dos alunos estava desmaiado no chão perguntamos aos policiais se não ima chamar a ambulância para socorrer. Eles disseram que não chamariam que nós chamássemos os pais desse bando de ‘vagabundos’. Depois do acontecido tentaram justificar a ação nojenta e absurda!”, disse um estudante presente na passeata.


“Eu estava filmando porque eles também estavam gravando a gente. Um deles deu um soco na minha mão e tacou meu celular no chão, pois eu estava filmando eles empurrando e tacando spray de pimenta na cara dos estudantes sem terem motivos. Eles disseram que os motoristas querem passar e a que nós estamos errados, mas estamos no nosso direito aqui. Não tem motivo para estarem batendo na gente. Não tem motivo para terem feito isso. Isso aqui estava pacífico até eles chegarem. É assim que está, continuam batendo em estudante”, desabafou uma aluna agredida pelos agentes da operação Méier Presente no vídeo. Logo após, outra estudante desabafou gritando: “É para vocês verem, todo mundo aqui tem filho, primo e tudo, mas nos ignoram porque estamos lutando por uma educação melhor. É para vocês verem o que o policial faz com o estudante. Por que o policial trata a gente assim?! Pois nem bicho é tratado assim, nem bicho recebe spray de pimenta diretamente no rosto”.


No segundo vídeo, abaixo, aparece uma estudante desorientada no chão por causa do efeito do spray de pimenta utilizado pelos funcionários da Fecomércio RJ. O cinegrafista amador perguntou para outro estudante o que aconteceu, e ele disse: “chegaram e jogaram spray de pimenta na nossa cara, agredindo os alunos.” Depois, os manifestantes cantaram em protesto contra os agentes: “Que vergonha, que vergonha deve ser. Quatro mil estudantes sem ter o que comer. Que vergonha, que vergonha deve ser”.

Neste terceiro registro, abaixo, feito por um dos manifestantes, um estudante aparece com leite de magnésia no rosto para amenizar os efeitos do spray. O aluno relata que um dos agentes deu um tapa no celular do seu colega. Em seguida, o relator foi segurado e agredido com spray de pimenta no rosto. 


Desdobramentos nas redes sociais 


As páginas Ocupa Amaro, Ocupa Cairu e Ocupa Central publicaram os vídeos da agressão nas redes sociais. A página do Jornal Fatos & Fotos do Grande Meyer compartilhou os registros em sua linha do tempo. Um seguidor do jornal, que não será identificado, comentou: “Isso é mentira, eu estava lá e não foi assim que aconteceu! Eles fecharam o trânsito na hora do hush e a polícia liberou a rua! Não é tirando o direito dos outros de ir e vir que se faz luta por direitos! Os direitos e a luta dos estudantes é justa, mas essa luta não pode se sobrepor aos direitos dos outros! Protestos desse tipo jogam a população contra os manifestantes, o apoio diminui e o movimento perde a força!! E depois que o tumulto está formado nenhum lado tem mais razão!!”
Comentário de um seguidor da página 'Jornal Fatos & Fotos do Grande Meyer.
(Foto: print do comentário na página)

Uma seguidora comentou: “Eles só querem bagunça. Se quisessem estudar estavam na escola mesmo sem professores, pedindo uma escola livre de bagunça. Ela afirmou que os alunos não possuem cultura para protestar. Depois, acusou a página 'Jornal Fatos & Fotos do Grande Meyer' de pertencer a um partido político.
Uma das seguidoras acusou a página do jornal de pertencer
a um partido político. (Foto: print de um comentário da página)
Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Sistema Fecomércio RJ, mas até o momento da publicação da reportagem ela não nos respondeu.



sábado, 11 de junho de 2016

A publicidade impactante do tabagismo



A publicidade sempre influenciou no comportamento dos seres humanos. O mundo capitalista está cada vez mais agressivo. As empresas fazem fortes investimentos em campanhas publicitárias impactantes, com o objetivo de ficarem conhecidas e venderem seus produtos e serviços.

Propaganda da Lucky Strike – anos 60 (Foto:Uol)
Há anos, a publicidade de produtos do tabaco influenciava milhares de jovens e adultos pelo mundo. Diversas campanhas publicitárias, inclusive nos cinemas, mostravam rapazes e moças bem aparentados fumando e se divertindo. Passava-se uma mensagem de que fumar estava na moda e era saudável. A mídia implantava nas pessoas a ideia de precisar fumar para ser aceito na sociedade. Muitos cidadãos se tornaram fumantes devido às impactantes publicidades incentivando o consumo do tabaco.

Hoje, milhares de pessoas desenvolveram diversos problemas de saúde por causa do consumo de tabaco. As autoridades foram obrigadas a criar leis dificultando e impedindo a divulgação dos produtos ligados ao cigarro. O tabagismo é responsável por milhares de adoecimentos e mortes anuais no mundo, além de enormes gastos no setor da saúde. Atualmente, 25 milhões de brasileiros são fumantes. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 200 mil pessoas nos país morrem por ano em decorrência do cigarro.

Outro método utilizado para combater o tabagismo é o uso de horripilantes imagens de advertência nas embalagens de cigarro. Os estudos mostram a ineficácia da prática utilizada para fazer as pessoas pararem refletirem mais sobre os riscos do tabagismo. De acordo com a pesquisa da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), a estratégia funciona em apenas 38,7% dos brasileiros fumantes.

Diversas campanhas contra o fume nas embalagens do cigarro.
(Foto: InfoFisio.blospot)
Segundo uma pesquisa do INCA, publicada em 2012, atribuiu 46% da redução do tabagismo no país ao aumento dos preços, 17% às leis dos ambientes livres de fumo, 14% às restrições da publicidade e 8% às imagens de advertência nos cigarros. De acordo com o INCA, o restante da queda está relacionada às campanhas midiáticas e tratamentos para parar de fumar. O resultado a inoperante estratégia de utilizar assustadoras imagens estampadas nas embalagens do cigarro.

A utilização das publicidades impactantes que levaram milhares de pessoas a se tornarem usuários do tabagismo está sendo usada para reverter a situação. O resultado de diversas pesquisas mostra a inoperância estratégia de utilizar assustadoras imagens estampadas nas embalagens do cigarro, causando violência psicológica em muitos cidadãos. O tabagismo se combate com investimentos em pesquisas, educação e programas de saúde. O medo causado nas embalagens de tabaco não vai encorajar as pessoas a largar o vício. 


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Lançamento: ouça o novo som escaldante da Cafe Frio

Israel Esteves
irlesteves@gmail.com



Simples e sem perder seus característicos traços, a Banda Cafe Frio lança, em uma session, seu novo single: Seis e Quinze. O título da música que leva o horário de quando a menina dos olhos verde mar canta, demonstra o potencial da banda que tem a ótima mania de suavizar e relembrar as relações mais puras, como uma declaração de amor. 




 Atente seus ouvidos para a flauta e ao timbre daquela banda que é conduzida por Samuel, os solos envolventes de Paulo, a bateria marcante de Fernando, além das notas guiadas por Jefferson em um instrumento que de baixo só o nome, pois seus toques evoluem perfeitamente os versos.  

A Cafe, que já não se pode chamar de comum, pois em seu próprio nome desconstrói paradigmas ao ser alcunhada com sobrenome de Frio, motiva seu público a ouvir seu novo single. Caro amante da cultura, abra sua alma e renove o coração, pois já passaram das 6H15.  




Fonte: reprodução/internet