A
probabilidade de a epidemia de ebola chegar ao Brasil até o fim do mês é de 5%,
colocando o país em último lugar em uma lista de 30 nações com maior risco
elaborado por pesquisadores da Northeastern University, de Boston, nos Estados
Unidos. Mas, até que ponto se pode confiar nesta pesquisa?
Há pouco
tempo foi descartada a primeira suspeita de contaminação com o vírus Ebola num paciente
de Guiné identificado como Souleymane Bah, que foi detectado na cidade de
Cascavel, no Paraná e, agora foi anunciada a segunda suspeita, também no
Paraná, que também foi descartada.
Então,
estaríamos sendo exagerados? Segundo a repórter do Folha de São Paulo, Patrícia
Campos Mello, o risco é evidente, apesar de considera-lo baixo. Ao embarcar em
um voo saindo de Freetown, capital de Serra Leoa, um dos países mais afetados
pela epidemia, Patrícia relata que no aeroporto, mediram a sua temperatura três
vezes e preencheu um formulário com perguntas sobre os principais sintomas do
Ebola. Mas, em Bruxelas, Londres e Brasil, nenhuma pergunta foi feita e ninguém
mediu a sua temperatura.
De fato, o
risco do Ebola chegar no Brasil existe, mas é necessário levar em consideração
que o Ebola é transmitido pelo contato
direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou
animais infectados, assim a transmissão para outros continentes se torna pouco
provável. No entanto, todo o cuidado é pouco quando se trata de preservar a
saúde do povo de nossa nação.